Compreendemos que a educação como uma ciência, que diferentemente das outras, tem como objetivo interferir no real, trata-se de uma ciência que busca efetivar um campo de conhecimento estruturado no diálogo entre o fazer e o refletir.

As pesquisas que desenvolvemos nascem de processos participativos elaborados através diversas práticas que nos permitem colocar em diálogos as vozes e experiências dos envolvidos. Perseguimos uma prática solidária na qual todos são simultaneamente autores e agentes da cultura e da educação. Neste sentido o empoderamento que nos referimos não se realiza somente na instância do indivíduo, mas também se reflete na equipe que atua em conjunto.
Desta forma, buscamos uma educação que se desenvolve numa dimensão pública, através de relações sempre intencionais entre professores e os educadores populares, assim conquistamos um espaço onde nossas práticas e nossas pesquisas se aproximam. Formulamos a construção de conhecimento através do diálogo entre estas diferentes vozes, trata-se de uma prática que só é possível através do empoderamento de todos os envolvidos. Desta forma entendemos que o monitoramento das ações e as pesquisas a eles associados, são simultaneamente ações de formação para todos os participantes.

Através de destes processos de pesquisa adentramos à práxis, pois formulamos uma ação comprometida socialmente e simultaneamente fundamentada teoricamente, a qual, esperamos, possa colaborar para a conquista da qualidade da educação através de sua indissociável relação com a cultura.

Através da sistematização dos processos de pesquisa dos envolvidos garante-se a construção uma dimensão científica para além do espontaneismo, assumindo assim um ponto de vista marcadamente crítico-reflexivo. Nosso trabalho persegue uma pedagogia de participação, buscando “aproximar o sujeito de sua consciência de seu saber de seu fazer, sua intencionalidade de sua prática…”